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Mulheres trabalham menos?

Segundo o estudo “Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas”, divulgado ontem pelo IBGE, as mulheres trabalham, em média, 38,9 horas semanais, enquanto que a média de jornada semanal dos homens é de 43,5 horas (Fonte: Folha de São Paulo). Acontece que os números do IBGE que não levam em conta a dupla jornada de trabalho da mulher. Salvo raras exceções de “maridos que ajudam em casa” cabe (ou sobra) também para a mulher cuidar da casa e dos filhos. Os efeitos deste descompasso são, no mínimo, curiosos: mulheres, em média, organizam melhor o seu tempo e suas atividades. Fazem mais em menos tempo. Mas assim como existem maridos que lavam a louça e levam o lixo para fora há também as mulheres que sofrem com o excesso de tarefas e responsabilidades. No livro Reengenharia do Tempo Rosiska Darcy de Oliveira (Editora Rocco) defende uma reorganização da sociedade e das relações de trabalho. A jornalista afirma que o novo desafio da sociedade, sobretudo das mulheres, é reencontrar o equilíbrio entre o tempo dedicado ao trabalho e o tempo dedicado a família e as relações sociais. O assunto é complexo e rende muita polemica.

Para as mulheres que procuram por soluções mais simples e menos engajadas recomendo a leitura de “Segredos de administração do tempo para a mulher que trabalha” de Ruth Klein (editora Harbra) ou ainda “Você dona do seu Tempo” de Christian Barbosa (Editora Gente).

De quem é o tempo afinal?

Saber delegar tarefas adequadamente é um meio eficaz para administrar melhor o tempo, cumprir prazos e metas e aumentar a produtividade.

Entretanto lideres centralizadores preferem não delegar. Muitos afirmam que são capazes de realizar uma tarefa com mais competência do que qualquer um de seus liderados. Pode até ser verdade. Porém, a centralização excessiva cria equipes estagnadas e desmotivadas.

Lideres centralizadores desperdiçam seu tempo e também o tempo de seus subordinados, vivem com a agenda lotada e freqüentemente são vitimas da delegação inversa.

Distribuir tarefas que podem e devem ser delegadas libera tempo para outras tarefas mais importantes. “Um líder que não delega corre o risco de se perder no tempo, perder prazos e o foco estratégico de seu trabalho”, afirma João Batista, da Júnior Consultoria.

Três dicas para delegar com eficácia e evitar o desperdício de tempo

1 – Motive e Controle
Estimule os subordinados a apresentarem soluções. Não aceite a delegação inversa. Não delegue o que não pode ser controlado por você. Acompanhe os resultados de modo que você possa ajudar a corrigir desvios e evitar a delação para cima. Desta forma, todos os envolvidos se sentirão mais seguros.

2 – Delegue com Tempo
Alguns lideres centralizadores delegam certas atividades ou tarefas quando quase já não há tempo para sua execução. É o famoso “para ontem”. Este comportamento normalmente conduz a uma crise ou um retrabalho.

3 -Delegar X Delargar
Reserve tempo para orientar, treinar e esclarecer dúvidas. Delegar implica em investir seu tempo para ensinar alguém alguma tarefa. Quanto maior for o envolvimento inicial, menor a possibilidade do subordinado cometer erros. Durante o processo de treinamento seja tolerante com erros e transforme deslizes em oportunidades para reforçar o treinamento.

Excesso de e-mails desperdiça tempo e compromete a produtividade

É cada vez maior o número de profissionais descontentes com a imensa quantidade de e-mails que diariamente consome horas de trabalho. O e-mail que, originalmente, foi concebido para proporcionar maior agilidade e eficácia na comunicação corporativa e pessoal e conseqüentemente poupar tempo e gerar maior produtividade é o grande favorito para o prêmio Tiro na Culatra do século. Entretanto a responsabilidade por este fiasco não pode ser atribuída ao correio eletrônico, afinal ele não pensa nem age sozinho. Tão pouco podemos culpar Bill Gates, Tim Berners-Lee ou Ray Tamlinson (respectivamente, para quem não sabe, o criador do windowns e da Microsoft, o inventor da Internet e o criador do e-mail). Quem avacalhou o e-mail fomos todos nós. Não é a primeira vez que a humanidade transforma grandes idéias em grandes problemas. Transformamos automóveis em congestionamentos e relógios em grilhões, apenas para citar os exemplos mais marcantes. O e-mail é a bola da vez.

Pesquisas pipocam para todos os lados mostrando os malefícios causados pelo uso indevido do e-mail. Em seu livro 1000 dicas para administrar melhor sua vida a escritora Jamie Novak afirma que gastamos, em média, 40 minutos por semana, ou seja, entre sete e dez dias por ano, apagando e-mails e spams. Uma pesquisa da Symantec Corporation aponta que 60% das pessoas considera o e-mail viciante e prejudicial à saúde. Na escócia pesquisadores descobriram que alguns profissionais checam suas caixas de e-mail até 40 vezes a cada hora e segundo um estudo realizado pelas Universidades de Glasgow e Paisley apenas 38% dos trabalhadores ficam à vontade para esperar um dia ou mais antes de responder a um e-mail.

Hoje em dia há que diga que uma em cada cinco pessoas pode ser considerada dependente do correio eletrônico. São pessoas que checam seus e-mails assim que acordam e não dormem sem antes ter certeza que não tem nenhum novo recado em sua caixa eletrônica. Nos EUA ganha força a gíria Crackberry, isto é viciado em Blackberry, uma alusão direta a marca ícone de smartphones. Com um smartphone é possível abrir, ler e responder e-mails em qualquer lugar o tempo todo. Tal comportamento gera ansiedade, frustração e cansaço, além de prejudicar a produtividade.

A boa notícia é que não é tão difícil assim consertar o estrago causado pelo uso indevido do e-mail. Grandes empresas estão atacando o problema em duas frentes. De um lado estão disseminando práticas adequadas para o uso do e-mail no ambiente corporativo. De outro reeducando o usuário para o uso adequado desta ferramenta.

No ambiente corporativo é idéia central é conter os excessos. A Nokia, por exemplo, recomendou enfaticamente que seus colaboradores abandonassem o hábito de enviar e-mails com cópia para dezenas de pessoas. A empresa também passou a incentivar o uso do telefone e orientou que todos sinalizassem o verdadeiro nível de urgência das mensagens. Na IBM um executivo criou o movimento “slow e-mail”, estimulando os funcionários a consultarem suas caixas de e-mails somente duas vezes por dia. No Brasil a Microsoft criou um código de conduta para combater exageros. Entre as recomendações esta usar o telefone quando o texto do e-mail for maior que o monitor do computador e exigir acionar a barra de leitura para rolar a página. A Brasilprev, empresa de previdência privada do Banco do Brasil, optou por banir a troca de e-mails uma vez por semana. Às sextas-feiras, a orientação é que os funcionários usem apenas o telefone e marquem reuniões pessoalmente com os clientes. E-mails, apenas como ultimo recurso.

Seguem algumas dicas:

1. A consultora americana Julie Morgenstern dá esta boa sugestão: Não abra seus e-mails quando começar a trabalhar. Use o primeiro período da manhã, quando normalmente estamos mais atentos e produtivos, para dedicar-se a outras atividades realmente importantes. Seus e-mails podem esperar alguns minutos.

2. Quando abrir uma mensagem, imediatamente delete, responda, encaminhe ou arquive. Crie um número limitado de pastas e tenha cuidado ao dar nomes a elas, para que os assuntos não se confundam.

3. Use a resposta automática quando estiver ocupado. Se o e-mail exigir alguma ação que irá tomar até 3 minutos então, faça logo. Se você deixar para depois vai ter que reler o e-mail e tomar a ação que já poderia ter sido feita.

4. Mantenha fechado seu gerenciador de e-mails, desabilite o alarme sonoro (aquele que avisa que uma novo e-mail chegou) e crie horários específicos para checar novas mensagens. O ideal é no máximo cinco períodos durante o dia, evitando as interrupções constantes.

5. Dê o exemplo. Ninguém gosta de receber e–mails inúteis, mas muitos não sentem o menor remorso em enviar centenas e-mails com piadinhas, correntes e apresentações melosas em power point. Marcelo Thalenberg, autor do livro, Socorro – roubaram o meu tempo, chama este fenômeno de comportamento social distorcido. Para o consultor os piores usuários do correio eletrônico são os encaminhadores enlouquecidos e copiadores ensandecidos. ◦

Combata a desordem com os cinco esses

“Tenha como meta cercar-se apenas de coisas que você usa e das quais gosta e desfaça- se de tudo aquilo que só ocupa seu valioso espaço”.
Donna Smallin

Pilhas de papeis sobre a mesa, gavetas abarrotadas, caixas de e-mails sobrecarregadas. Quando o assunto é “Desperdiçadores de Tempo” a desordem é um clássico. Segundo pesquisas executivos perdem dezenas de horas por ano a caça de documentos perdidos em computadores e arquivos. Para quem não desenvolveu na infância o senso de organização os japoneses criaram o sistema dos 5 esses. Não é difícil. Basta aplicar, passo a passo, com disciplina e boa vontade cada um dos esses sugeridos pelo método.

SEIRI – Elimine o desnecessário
Tudo o que existe no seu local de trabalho deve ser classificado como necessário ou desnecessário. Descarte o que for desnecessário. Jogue fora, doe, venda, ou transfira para outro setor onde possa ser necessário.

SEITON – Organize seu posto de trabalho.
O que for necessário, deve ser ordenado, etiquetado, arrumado e armazenado adequadamente. Implemente melhorias no lay-out de seu posto de trabalho para facilitar o desenvolvimento de suas atividades.

SEISO – Mantenha limpo seu local de trabalho
Elabore rotinas e responsabilidades para manter a limpeza de seu posto de trabalho.

SEIKETSU – Faça da higiene um hábito.
Higiene é uma questão cultural. Cuidar da manutenção da limpeza do ambiente de trabalho deve ser um compromisso.

SHITSUKE – Mantenha a ordem.
W.E.Deming nos ensinou que “sujeira e vandalismo elevam o custo de vida, e como qualquer psicólogo poderá comprovar, conduzem a trabalho mal feito e a insatisfação com a vida e com o local de trabalho”. É preciso, portanto que a ordem seja mantida.

Socorro! Mais uma reunião!

A boa imagem das reuniões esta em baixa. Cada vez mais profissionais se juntam a John Kenneth Galbraith para engrossar o coro dos que condenam as reuniões. Desperdício de tempo e recursos são as acusações mais freqüentes. Em muitas empresas as reuniões viraram motivo de piada. Na edição de 19/03/2003 da Folha de São Paulo uma matéria tratava a cerca do Businnes Bingo, uma sugestão divertida e maquiavélica para combater o tédio típico das reuniões exageradamente longas e sem rumo. Joga-se o business bingo com uma cartela que ao invés de números, trás algumas palavras comuns do jargão coorporativo. Por exemplo: paradigma, parceria, integração, budget e, não poderia faltar, a nível de. As instruções são simples. O “jogador” deve riscar com um X, ou marcar com clipes, as palavras que forem ouvidas durante a reunião. Quando completar a cartela basta erguer os braços e gritar bingo com entusiasmo. A matéria trazia também depoimentos de alguns jogadores:

– “A reunião já tinha começado há 5 minutos quando ganhei!”.
– “A minha capacidade para escutar aumentou muito desde que jogo Business Bingo”.
– “A atmosfera da última reunião de direção foi muito tensa porque quatorze pessoas estavam à espera de preencher a quinta casa”.
– “O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando “BINGO”, pela terceira vez numa hora”.
– “Agora vou a todas a reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem”.

Você há de concordar que nem mesmo a pior das reuniões merece um tratamento tão cruel. Ainda não fomos capazes de criar outro mecanismo de trabalho colaborativo e democrático que seja capaz de gerar idéias e soluções e que ao mesmo tempo transfira conhecimento com a mesma eficácia de uma boa reunião.

Para que uma reunião tenha sucesso e não se transforme num convite para um animado torneiro de business bingo basta seguir algumas recomendações básicas.

1. Antes de convocar uma reunião faça a seguinte pergunta: Por que é necessário realizar esta reunião? Se você não encontrar uma boa resposta procure outra alternativa.

2. Defina claramente os objetivos e a pauta da reunião. Seja econômico e ponderado. Nenhum ponto importante deve ficar de fora da agenda, entretanto, evite agendas longas demais.

3. Escolha os participantes com o cuidado de não esquecer ninguém que seja importante, por outro lado, não convoque ninguém cuja presença não seja, de fato, necessária.

4. Defina o local e os horários de inicio e termino e marque a reunião com antecedência. Evite, na medida do possível, que a convocação para uma reunião seja feita em cima da hora. Dê ao participante tempo para que ele possa preparar-se adequadamente.

5. Escolha a metodologia para condução mais adequada de acordo com a natureza e os objetivos da reunião. Procure utilizar técnicas dinâmicas, que facilitem a participação, o envolvimento e comprometimento dos participantes. Existem várias metodologias que vão desde a técnica para diagnóstico do problema e planejamento de soluções (3Q1POC) até a técnica dos seis chapéus criada por Edward de Bono.

De mais basta aplicar o bom senso: reserve um intervalo a cada 80 ou 90 minutos para relaxar, estabeleça uma política clara quanto a telefonemas durante a reunião, seja pontual, limite e controle as falas, não permita que o debate seja monopolizado ou polarizado, e finalmente, evite que qualquer integrante seja visto como tolo ou fracassado.